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» » » Gilles de Rais, o Hannibal da idade média!


Fabricio Piton Prior 13:28 0


Em 1432, os aldeões de Machecoul, na Bretanha Francesa, estavam amedrontados. Suas crianças estavam desaparecendo nos bosques: primeiro havia sido o filho do ferreiro, seguido de mais 5. Nas tavernas, entre goles de vinho, suspeitava-se de duendes malignos e javalis de olhos de fogo e todo aquele imaginário fantástico  Já os céticos tinham um suspeito mais real: o chefão local, o barão Gilles de Rais.

"Blasfêmia", dizia o povão. Aos 28 anos, o barão era um herói nacional, ajudara a libertar a cidade de Orléans dos ingleses e, acima de tudo, lutara com a heroína e santa Joana D’Arc. É verdade que, desde a morte de Joana - queimada pela Igreja na fogueira em 1431 - Gilles andava meio esquisito, isolando-se em seu castelo e cultivando uma fama de mau. "Com Joana, foi-se a parte boa de mim. Sobrou meu lado escuro", teria dito.

Entretanto os céticos estavam certos: Gilles papava criancinhas (no sentido sexual), depois as matava e comia (no sentido gastronômico). O barão atraía as crianças para o seu castelo com promessas de presentes. Servia-lhes um belo jantar e, após a sobremesa, levava-as para uma sala secreta.

Lá, pendurados por um gancho, os jovens sofriam violência sexual, sendo estripados vivos logo depois e então fatiados, preparados e servidos para os presentes. Isso mesmo, o barão não comia sozinho. Gilles tinha como cúmplices dois primos, uma governanta chamada Poitou, um falsário italiano gay e o padre local, que também era praticante de magia negra (turminha da pesada).

Foram mais de 40 vitimas e os desaparecimentos começaram a chamar a atenção. Durante uma caçada, dois nobres chegaram a ver Poitou enterrando os pedaços de uma vítima. Mas, devido ao prestígio do assassino, "uma muralha de silêncio foi erigida", escreveu o historiador Jean Benedetti em A Vida de Gilles de Rais.

Em 1440, porém, Gilles teve a má ideia de brigar com o clero francês. Lelé da cuca, invadiu uma igreja em plena missa e sequestrou o padre. Num caso desses, até um nobre herói de guerra era chamado para prestar esclarecimentos. Eis que o bispo de Nantes, encarregado do processo, trouxe à tona a história das crianças desaparecidas. Foi autorizada a tortura de Gilles, mas nem foi preciso. Pressionado, o barão confessou tudo, sendo enforcado e queimado. A saber: a governanta e o italiano também foram para a forca, os primos fugiram e o padre foi inocentado (será que o padre foi coagido por Gilles? duvido).

Caso encerrado? Mais ou menos. Apesar de nenhum historiador questionar a culpa do barão, é de estranhar a desenvoltura com que ele levou a cabo seus atos macabros. Alguns levantam a hipótese de que, além de Gilles, havia mais gente graúda envolvida. Mas esse mistério foi para a forca junto com o barão.

Curiosidades

- Depois da matar as crianças, Gilles as beijava, e muitas vezes abria o cadáver para admirar os órgãos internos da vítima. Gargalhava ao vê-las morrer. "Nesses atos, não procurei senão o meu prazer carnal", confessou.

- Gilles de Rais serviu de modelo para o personagem Barba-Azul, de Charles Perrault - aquele que matava as esposas. Gilles casou uma única vez: quando ela deu à luz uma menina, abandonou a mãe em uma masmorra.

- No século 21, Gilles virou figura pop. No game Castlevania: Legacy of Darkness, ele é o principal vilão.

Postado por: Mago Nerd 
Via: Super Interessante

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